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A vida que me
preparou para fazer
o que eu faço hoje

Eu cheguei aqui por uma trajetória diferente da maioria, afinal, antes de trabalhar com padrões afetivos, passei 20 anos auditando violações de direitos humanos em cadeias industriais, e antes disso, comecei a fazer voluntariado quando ainda era criança. O fio que liga tudo é o mesmo, a violência mais difícil de nomear é sempre a que a pessoa aprendeu a considerar normal, e isso vale tanto para uma cadeia produtiva quanto para um vínculo afetivo.

O voluntariado entrou na minha vida muito antes da faculdade

Quando eu tinha sete anos, corria escondida da minha mãe para a associação de bairro, onde as senhoras da vizinhança faziam tricô e organizavam trabalho voluntário. Eu, criança, ficava no meio daquelas senhoras de setenta anos, interessada em tudo, ajudando no que dava, e com um olho também na cartomante que morava ali perto. Foi ali, antes de qualquer escolha profissional, que algo se formou em mim sobre estar do lado de quem precisa, e talvez também sobre o que sempre me chamou espiritualmente.

Esse fio nunca se perdeu, e quando chegou a hora da faculdade eu escolhi Ciências Sociais, me formei em 1995 e logo no primeiro emprego já estava à frente de programas de voluntariado corporativo, juntando pessoas, mobilizando doações, organizando cestas básicas. Mais tarde fui convidada a integrar a equipe do Instituto Credicard, na área de projetos sociais corporativos.

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Trabalho escravo, trabalho infantil, comunidades vulneráveis

Passei 17 anos na Credicard, sendo 6 deles dentro do Instituto, na área que na época se chamava responsabilidade social e mais tarde virou sustentabilidade. Era um campo onde eu lidava com impactos ambientais e sociais de grande porte, com inclusão de pessoas com deficiência, com programas de impacto em comunidades.

Depois passei seis anos em uma empresa do ramo do varejo de moda, auditando cadeia produtiva, e sete anos em empresas do ramo da construção pesada. Visitei obras, investiguei denúncias, observei in loco o que acontece quando a vulnerabilidade humana é normalizada, e trabalhei profundamente com trabalho escravo e trabalho infantil dentro dessas duas indústrias, em situações que pediam clareza absoluta sobre o que estava acontecendo, mesmo quando todo mundo ao redor preferia não enxergar.

Foi nesses ambientes que aprendi a identificar padrões de dano que as próprias pessoas envolvidas tinham deixado de enxergar, e foi ali que comecei a entender que a violência mais difícil de nomear é sempre a que a pessoa aprendeu a considerar normal.

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Quando percebi que o mesmo padrão estava nos vínculos afetivos

Em paralelo a toda a trajetória profissional, sempre tive uma vida ligada ao trabalho espiritual e a projetos com populações em vulnerabilidade direta, como moradores de rua e minorias diversas, e foi nessa interseção entre o que eu via no corporativo e o que eu via no humano íntimo que comecei a perceber uma coisa, o padrão de violência silenciosa que eu auditava em cadeias produtivas era o mesmo que eu via aparecer dentro de relacionamentos afetivos.

Mulheres inteligentes, conscientes, que sabiam exatamente o que estava errado e mesmo assim continuavam aceitando, exatamente o mesmo mecanismo da cadeia produtiva onde quem está dentro normaliza o que de fora seria absurdo. A diferença é que, no vínculo afetivo, esse padrão é ainda mais difícil de romper, pois envolve afeto, história, identidade, projeto de vida, e nele estão entrelaçadas as escolhas mais íntimas que uma mulher faz na vida.

Foi a partir dessa percepção que comecei a estruturar o trabalho que hoje é a Estética da Alma, como continuação natural daquilo que sempre fiz, agora aplicado ao território que me parecia o mais urgente de todos.

Mais de seis anos e cinco mil mulheres atendidas

Há mais de seis anos eu conduzo processos terapêuticos para mulheres que precisam sair de ciclos repetitivos no amor, e já acompanhei mais de cinco mil pessoas nesse trabalho, em formatos diferentes como atendimentos pontuais, protocolos estruturados, mentorias individuais e em grupo.

O que eu integro é acompanhamento terapêutico com trabalho energético, conduzido sempre de forma ética e responsável, e uso ferramentas como ThetaHealing, apometria, oráculos, reiki e radiestesia, sempre como meio para um objetivo claro, ruptura de padrão e encerramento de ciclo, ou seja, as ferramentas servem como instrumentos para um propósito definido.

A minha postura é a de quem olha o caso com responsabilidade sobre o que está sendo acessado, com clareza sobre o que precisa ser feito e sem criar dependência terapêutica. Eu indico o caminho, faço a leitura do que está operando por baixo e conduzo as sessões com atenção ao que emerge, e o movimento é sempre da mulher que está vivendo o processo.

Processo com começo, meio e fim

Acredito em processos que deixam a pessoa mais inteira do que quando chegou, com autonomia emocional real, decisões que ela sustenta sozinha, vínculos que ela escolhe com clareza e a sensação concreta de não precisar mais negociar consigo mesma. Por isso meus processos têm direção clara desde a primeira conversa, e por isso a minha entrega é também o ponto em que a mulher já não precisa mais de mim para sustentar o que aprendeu.

Acredito que consciência é o ponto de partida, e que o trabalho real é o que acontece entre entender e conseguir mudar de fato, esse espaço que tantas mulheres conhecem bem, e que é exatamente onde a minha condução acontece.

Acredito em verdade na relação terapêutica, então se algo não está funcionando, eu falo, se algo está pedindo mais profundidade, eu falo, e se uma mulher chega aqui buscando algo que esse trabalho não entrega, eu falo isso também e aponto o caminho que faz mais sentido para ela.

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Se você chegou até aqui, provavelmente já entendeu o que quer dizer

A avaliação inicial é onde a gente se conhece, eu entendo o seu momento e a gente verifica juntas se esse trabalho faz sentido para o que você está vivendo agora, e se fizer, definimos juntas o melhor caminho, se não fizer, eu te aponto o que faz. Está pronta para começar? Agende agora a sua avaliação inicial.